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Fundação:
05/02/1947
Campeão
Sul-Matogrossense 1990
Em 1990 o Ubiratan conquistou
pela 1ª vez o título de Campeão Sul-Matogrossense. Pela 1ª vez
duas equipes do interior do MS disputaram a final do Campeonato
Estadual.
O adversário do Ubiratan na
final foi a S. E. Naviraiense, time de melhor campanha na 1ª
fase, e que eliminou na semi-final o Operário de Campo Grande.
O Ubiratan enfrentou na
semi-final o Giannini de Costa Rica, e no 1º jogo em Dourados
venceu por 1x0 com um gol de Cocan. No 2º jogo, em Costa Rica o
resultado foi de 0x0, que classificou o Ubiratan para disputar a
final contra o Naviraiense.
A decisão foi disputada em
dois jogos, sendo o 1º em Dourados, onde o Ubiratan venceu por
1x0 com um gol de Tadeu, o que levou a equipe ter o direito de
jogar por um empate no jogo seguinte na cidade de Naviraí.
No jogo decisivo, em Naviraí,
o Ubiratan jogou com muita garra e mesmo tendo um jogador
expulso, conseguiu garantir o resultado de 0x0, que lhe deu o
título de Campeão Sul-Matogrossense de 1990.
Campeonato
Sul-Matogrossense 1998
O campeonato sul-matogrossense de 1998 foi um
dos mais longos da história. Foi também o que teve o maior
número de equipes participantes: 21 times
Ao longo do campeonato
inteiro o Ubiratan foi o time que obteve a melhor campanha. O
Ubiratan começou mal o campeonato, perdendo em casa de 1 x 0
para o SENA de Nova Andradina. Mas depois o time se reabilitou e
conseguiu alcançar um padrão de jogo bem definido, que o levou a
obter bons resultados, e o time assegurou a segunda colocação na
primeira fase no grupo da região de Dourados. A partir daí o
Ubiratan mostrou a sua superioridade e na segunda fase conseguiu
a primeira colocação no seu grupo, fato este se repetindo no
Hexagonal Final.
Na Semi-Final, o adversário
de Ubiratan foi o Ivinhema Esporte Clube, e o Leão jogava por
dois resultados iguais. O primeiro jogo em Ivinhema, foi
dramático. O Ubiratan, após estar perdendo por 3 x 1,
proporcionou uma espetacular reação e conseguiu sair de campo
com um empate heróico de 3 x 3. No jogo de volta, em Dourados, o
Ubiratan venceu por 1 x 0, que o levou à final do campeonato.
A outra vaga para a final foi
decidida entre a Sociedade Esportiva e Recreativa Chapadão do
Sul e o Operário Atlético Clube, de Dourados. O Operário venceu
a primeira partida em Dourados por 4 x 2, mas no jogo de volta,
em Chapadão do Sul, a equipe local goleou por 5 x 0, assegurando
assim a vaga para a final.
Final - O Ubiratan por ter
tido a melhor campanha, jogava por dois resultados iguais e
faria o último jogo em Dourados. O primeiro jogo, em Chapadão do
Sul, foi bastante tumultuado e o Chapadão conseguiu a vitória de
1 x 0, com um gol marcado no segundo tempo. As atenções se
voltariam à partida decisiva em Dourados.
Partida Decisiva - Os mais de
7 mil torcedores que estiveram no Douradão, na tarde de domingo,
assistiram uma grande partida de futebol. Ubiratan e Chapadão
fizeram um jogo digno de uma final de campeonato. Depois de
perder por 1 a 0, na quarta-feira, em Chapadão do Sul, o
bicampeonato do "Leão da Fronteira" dependia de uma vitória no
estádio Frédis Saldivar.
Favorecido pelo empate, o
Chapadão veio para Dourados decidido em não arriscar nada.
Fechada e bem plantada na defesa, a equipe da região do "Bolsão"
dependeu todo o primeiro tempo da partida dos contra-ataques
para chegar ao gol defendido por Júlio César.
O Ubiratan, ao contrário,
dependendo da vitória e com o apoio da torcida, jogou 30 minutos
de um futebol de alta categoria, com toque de bola refinado.
Nessa primeira meia hora de jogo, o "Leão" perdeu pelo menos
cinco reais oportunidades de gol. Faltava tranqüilidade na
finalização dos jogadores de ataque, que mesmo assim, obrigou o
goleiro Samir, do Chapadão, a grandes defesas.
Na realidade, nos 10 minutos
finais do primeiro tempo, o Ubiratan passou um sufoco no
Douradão. Todas as jogadas de ataque do Chapadão eram
construídas para a finalização do centro-avante Batuíra, que
ganhou todas as jogadas aéreas da defesa do Ubiratan. Aos 42
minutos, o árbitro Getúlio Barbosa anulou um gol anotado por
Cláudio de cabeça, depois de um cruzamento da esquerda. Getúlio
viu alguma irregularidade e apitou antes do cruzamento que
originou o gol. A defesa do Ubiratan ficou parada no lance. O
Chapadão reclamou bastante da anulação do gol.
O panorama do início do
segundo tempo foi idêntico ao da primeira etapa: o "Leão" no
ataque e o Chapadão, na defesa, fechado, de olho no empate.
Quando o jogo ficava dramático, com a torcida já impaciente e os
jogadores com sintomas de nervosismo, surgiu a figura do
artilheiro, do matador, para definir a partida e o título
sul-mato-grossense.
Aos 11 minutos uma falta
perigosa na entrada da grande área do Chapadão. Fialho cobra com
perfeição, no ângulo do bom goleiro Samir: Ubiratan 1 x 0
Chapadão, para delírio da torcida douradense. Com o gol Fialho
empatava com Batuíra, na artilharia do campeonato com 18 gols.
Mas, o bicampeonato estadual
do Ubiratan foi comemorado de fato, aos 14 minutos, num
contra-ataque rápido, Fialho é derrubado na grande área:
pênalti, que ele mesmo converteu: Ubiratan 2 x 0 Chapadão.
Fialho, enfim, o artilheiro isolado do campeonato estadual.
Esses dois gols "mataram" o
Chapadão, que não teve forças para sequer esboçar alguma reação.
O gol de misericórdia, que sacramentou o título estadual para o
futebol de Dourados, aconteceu aos 33 minutos. Marco Antônio,
chutou de bico, da entrada da grande área, e Samir deixou passar
por debaixo das pernas, levando um frangaço. Ubiratan 3 x 0
Chapadão.
No final da partida, aos 47
minutos Vagner, do Chapadão, e Roberto Nunes, do Ubiratan, foram
expulsos pelo árbitro Getulio Barbosa, que foi auxiliado por
Luiz Nunes D’Ávila e Alécio Aparecido Lezo.
Tri-campeão estadual em 1999 (invicto)
Em 1999 o Ubiratan, comandado
pelo técnico Nei Cesar, repetiu o bom futebol apresentado no ano
anterior e conquistou o bi-campeonato sul-matogrossense, de
forma invicta. Na primeira fase o Ubiratan ficou em 2º lugar no
grupo B, atrás do Operário de Dourados.
Nas quartas de final o
adversário do leão foi o Paranaibense, e o Ubiratan venceu os
dois jogos, em Campo Grande e em Dourados, ambos pelo placar de
3 a 1.
Na semi-final o Ubiratan
enfrentou o União e também venceu os dois jogos. O primeiro em
Dourados por 2 a 0, e o segundo, em Campo Grande por 3 a 0. O
Ubiratan estava na final.
O adversário seria o
Comercial de Campo Grande que eliminou nas quartas de final o
Corinthians de Bataguassu, e na semi-final, o Operário de
Dourados.
A final seria disputada numa
melhor de 3 partidas. Na primeira, em Campo Grande o Ubiratan
venceu por 1 a 0, com um gol de Paulo César. No segundo jogo, em
Dourados, o campeão já poderia ser conhecido caso o Ubiratan
vencesse, mas o jogo terminou empatado em 0 a 0. As emoções
ficariam guardadas para o 3º e último jogo da decisão.
A decisão
Mesmo com a vantagem do
empate e o retrospecto amplamente favorável, o técnico do
Ubiratan Nei César armou seu time no ataque, para vencer. Para
isso, escalou desde o início os três principais goleadores da
competição: Alexandre das Arábias, 12 gols, Andrade, 8, e Paulo
César, sete gols.
O Comercial entrou em campo
determinado em não levar nenhum gol e usou a experiência de seus
jogadores para catimbar o jogo, numa tentativa de desmontar o
esquema tático de Nei César, deixando nervosos os jogadores
adversários. Foi um festival de "cai-cai", reclamações e troca
de insultos. O árbitro Getúlio Barbosa teve bastante trabalho
para segurar os ânimos dos atletas.
Logo no início, os
comercialinos armaram uma confusão e a partida ficou paralisada
por mais de quatro minutos, tudo porque Chaveirinho se jogou ao
chão, simulando uma agressão inexistente.
Quando tudo parecia calmo,
Oscavo deu um soco no rosto de Andrade, aos 15 minutos, e foi
expulso: novo tumulto e nova paralisação. Nervoso e com um
jogador a mais, o time do Ubiratan não conseguiu tirar proveito
dessa situação e pouco produziu de ataque no primeiro tempo.
O Comercial, na dele,
retrancado e jogando nos contra-ataques assustou a torcida
ubiratanense, quando, aos 24 minutos, numa cobrança de falta
Dubinha chutou forte; a bola desviou na barreira e sobrou para
Chaveirinho, que encontrou, sozinho, na área o atacante Benê,
que só tem o trabalho de marcar o primeiro gol da final.
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